Vida acadêmica organizada 2/2

Muito bem, agora que você já se tornou uma pessoa mais organizada e comprometida (pois leu esse artigo aqui), vamos falar de dinheiro, do vil metal.

Espero que alguma das próximas dicas seja útil, e caso você não tenha que se preocupar com renda, bem, leia do mesmo jeito 😉

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Economize. Pelo menos tente!

Como é possível se vestir, beber, comer, se locomover e beber mais um pouco, recebendo um “salário” de estagiário? E ainda por cima nessa crise? Ora, pequeno gafanhoto: fazendo orçamentos!

Mãos na massa. No seu editor de planilhas preferido abra um documento novo e escreva nele: alimentação, transporte, faculdade, lazer, etc. Abaixo de cada item anote o valor que você gasta mensalmente com cada um. Depois organize os itens por prioridade: alimentação, faculdade, transporte, lazer, etc.

Se você ainda vive na sociedade analógica, pegue uma folha de papel e disponha esses itens em forma de linhas e colunas, o resultado será o mesmo.

Com base no seu histórico de consumo, anote o valor gasto em média com cada item. Este é seu orçamento atual.

Quando estiver fazendo isso seja honesto, se não tiver certeza dos valores consulte o extrato da sua conta bancária ou junte os comprovantes do cartão de débito. Se não tiver nada disso, tente anotar os valores que lembrar.

Se não tiver nenhuma informação, tudo bem, comece a marcar tudo o que você gasta a partir de hoje, pois o objetivo aqui é identificar o seu perfil de consumo. Tente juntar informações referentes aos dois últimos meses, para efeito de comparação. Mas seja honesto, caso contrário não vai funcionar.

O próximo passo será reorganizar seus gastos conforme as verdadeiras prioridades. E caso você não saiba, encher a cara 6 vezes por semana não é prioridade. (#cuidadasuavida)

Trate prioridade como prioridade e o resto como resto. Isso vai te ajudar a entender o valor do seu trabalho e esforço[1].

Se você estiver levando sua formação a sério, então há dois grandes pilares que devem ser priorizados: sua saúde e sua formação acadêmica propriamente dita.

No grupo saúde você deve incluir alimentação, descanso, lazer e qualquer outra atividade que possa influenciar, de maneira negativa ou positiva, sua saúde física ou mental.

No grupo formação acadêmica você deve incluir coisas como aquisição de material didático, meios de transporte, além de formas de manter sua disciplina de estudos.

Agora vem a parte chata: comprometa-se a não ultrapassar o limite estipulado para cada setor no orçamento, e se isso acontecer você deve se impor uma multa contratual, se obrigando a fazer retiradas de outros orçamentos menos importantes.

Funciona da seguinte forma: você tomou um porre de José Cuervo e ainda por cima pagou pra toda a mesa, e por isso gastou demais? Vai ficar sem balada até recuperar o equilíbrio financeiro.

(a não ser que alguém que ainda não tenha lido este artigo esteja pagando birita pra galera da mesa, daí será sorte sua kkk)

Garanto que ao fazer orçamentos você conseguirá organizar sua grana e, quem sabe, guardar algum dinheiro fazer uma bela viagem, assistir àquele show, comprar um novo smartphone, ou ainda, e porque não, investir em algum fundo de renda.

Basta se programar, criar o hábito de controlar as finanças e zás!

Cartão de Crédito. 

Se você for como a esmagadora maioria dos estudantes universitários, provavelmente é um duro, quebrado, falido, e vive a dura realidade de ter que escolher entre tirar umas fotocópias na faculdade ou comer um pão na chapa.

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Se você é deste grupo, fique calmo, não desanime, saiba que existem milhares de universitários por aí na mesma situação que você. Ok, talvez não tão quebrados quanto você, mas finja que sim.

Existe uma armadilha utilizada pelas instituições financeiras, ela é conhecida como Cartão de Crédito. Com relação e isso tenho apenas um conselho: cancele-o agora mesmo. Sério. Já. A não ser que você saiba usá-lo, e não estou falando de saber qual é a loja em que ele é aceito.

O cartão de crédito é o nome comercial daquela coisa maligna, inventada pelos inimigos da humanidade para destruir as almas dos gastadores incautos.

Tal instrumento deveria ser chamado de CARTÃO DE DÍVIDAS, pois quando o banco te oferece crédito, na verdade está te empurrando na direção de uma bela dívida, por um longo prazo, com juros de mais de 300% ao ano, e em troca  o banco te entrega um retângulo de plástico que pode ser a chave para um mundo de prazeres desnecessários e passageiros, muitas vezes tão insignificantes e momentâneos que precisas ser fotografados para que sejam lembrados, de tão supérfluos.

Nessa fase da vida saber usar o cartão quer dizer que você não anda com ele na carteira, mas se andar deve entender que seu uso será apenas e tão somente para emergências.

Pense nisso: qual o motivo dos bancos oferecerem cartões de crédito para universitários? Evidente, não é? Ou você acha que o banco está preocupado com o seu futuro, e por ser uma instituição “parça” te oferta uma bela linha de crédito? Fala Sério!

[1] Falando em prioridades, eis minha historinha: quando ingressei na graduação em Direito, eu achava completamente absurdo um advogado cobrar para dar consulta. Eu dizia: Como assim esse cara vai me cobrar para responder uma perguntinha de nada. Então, após ingressar no curso, passados sessenta meses, inúmeras noites não dormidas e longe da família, dias de absoluto stress, maus tratos nas garras de alguns magistrados e funcionários públicos, noites de fome na faculdade e muitos outros percalços, eu entendi que não há nada mais justo que um advogado cobrar para responder “uma simples perguntinha”, então, caro amigo, valorize sua formação acadêmica e aproveite-a ao máximo.

 

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